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5 opções de restaurantes para fazer um bate e volta de Goiânia

Sair da cidade, aproveitar a natureza e comer comidas típicas da cultura goiana: está aí uma boa opção de passeio para o goianiense que aprecia a boa gastronomia. Por isso, separamos cinco restaurantes para se fazer um bate e volta da capital e aproveitar o melhor da culinária regional.

O restaurante, localizado em Terezópolis de Goiás, foi fundado pelo casal mineiro Silvio e Juliana Andrade. A filha e atual proprietária Cláudia conta que a proposta do restaurante é resgatar as origens da família: “Em um ambiente rústico, rodeado de muito contato com a natureza, nós trazemos à culinária tipicamente goiana e mineira servida em um fumegante fogão à lenha”.

Cláudia, que também é gestora de eventos do estabelecimento, explica que tudo o que é servido no restaurante é produzido no próprio local. Com grande variedade de pratos quentes, frios, saladas, antepastos e sobremesas, a casa possui mais de 80 opções.

“Nossos destaques vão desde o frango caipira à carne da lata. Temos tartar de banana-da-terra, carpaccio de lagarto defumado, linguiças caipiras defumadas no próprio fogão a lenha e o inesquecível pudim de leite condensado”, destaca Cláudia sobre o cardápio.

Ficando a cerca de 25 km de Goiânia, o restaurante, que abriu em 2001, possui uma área de 10 mil metros quadrados. “Com uma arquitetura inconfundível, muito contato com a natureza, aves soltas, espelho d’água com peixes, playground infantil e uma capela maravilhosa”, a proprietária aponta como um ótimo local para passar o dia.

O recém-inaugurado Restaurante Baru, localizado dentro do complexo Escarpas Eco Parque, no município de Abadiânia, traz uma arquitetura e design biofílico. Buscando valorizar a beleza natural da região e estimular a experiência gastronômica e sensorial dos visitantes, o local está agregado à paisagem do Lago Corumbá IV.

Segundo a arquiteta Andrea Accioly, que assina o projeto, o principal intuito da construção é ressaltar as belezas naturais do lago. Assim, a biofilia está presente no uso de materiais naturais que contribuem para intensificar a sensação de bem-estar dos clientes, como explica a profissional.

A chef Patt Garcia, que atua há mais de 15 anos no mercado goiano, conta que a beleza natural do lago vai complementar as refeições preparadas no local. “O maior impacto está na experiência única que o cliente desfruta ao unir um cenário inspirador como o do lago Corumbá IV às refeições que o nosso cardápio oferece, que são baseadas na cozinha de afeto, mas com um toque de modernidade e sofisticação”, destaca Patt.

Outro destaque do Restaurante Baru é a presença de uma horta orgânica no local, que oferece uma grande variedade de folhagens, legumes e temperos para a preparação dos pratos. Os clientes também têm a oportunidade de escolher os ingredientes e consumi-los sempre frescos.

O Restaurante Baru tem a gestão do empresário Rogério Giordani, um dos sócios do Empório Saccaria. “Nossas hortaliças orgânicas são produzidas no local, sem agrotóxicos, e coletas seletivas de lixo ajudarão na composição da matéria orgânica que utilizaremos na adubação da horta”, salienta o empresário.

De uma ideia que nasceu de Antônio Batista e da esposa Maria da Luz, a Vinícola Jabuticabal foi fundada na década de 90. Hoje, administrada pela segunda e terceira geração, o local é um ponto de encontro principalmente durante a época de colheita da jabuticaba, entre os meses de setembro e outubro.

O pomar de jabuticabas da vinícola é o maior do mundo. | Foto: Divulgação / Vinícola Jabuticabal.

Também é neste período que o restaurante do local fica aberto, já que o estabelecimento não abre fora da safra. Nele, é servida a comida tradicional goiana, feita em um fogão à lenha. O prato tradicional do local é o lombo suíno com geleia de jabuticaba. 

Com uma vista panorâmica ao maior pomar do fruto brasileiro, a vinícola só estará aberta à visitação novamente no dia 7 de setembro de 2022. Mas é possível comprar os vinhos de jabuticaba produzidos com a safra de 2021.

Construído por escravos, o casarão colonial é tombado como Patrimônio Nacional e está aberto ao público desde 1997. Aos visitantes têm-se a opção de saborear o Café Sertanejo da Fazenda Babilônia. Como um resgate antropológico, os pratos servidos na fazenda possuem influência indígena, africana e portuguesa.

Com clima colonial, a fazenda Babilônia traz um resgate antropológico. | Foto: Divulgação / Fazenda Babilônia.

Com mais de 40 itens, a mesa de café da manhã é composta por produtos da própria fazenda, trazendo receitas típicas e tradicionais do período colonial. Dentre os destaques está o bolo da senzala, um bolo assado na folha de bananeira e feito com fubá de canjica e garapa.

Outro prato é o pau-a-pique, receita tradicionalmente indígena, em que a massa de mandioca seca é assada na folha de bananeira, levando coco e queijo ralado na receita. Outra iguaria tipicamente goiana disponível para os clientes é o requeijão, um tipo de queijo feito no tacho de cobre.

Com a produção de cachaças, o alambique começa sua história no Ceará, no ano de 1808. Trazendo para o estado de Goiás essa tradição, o Alambique Cambéba se localiza no município de Alexânia e, além de produzir cachaça orgânica, possui um bistrô.

“Contratamos um chef de cozinha formado em Le Cordon Bleu, na França, para montar nosso cardápio, unindo a culinária internacional com uma pitada de regionalidade”, conta Thiago Furtado, filho do dono do alambique.

O Alambique Cambéba produz cachaças orgânicas. | Foto: Divulgação / Alambique Cambéba.

O cardápio possui pratos sofisticados como, por exemplo, um risoto de pequi com linguiça, e outras opções mais exóticas. “Temos um peito de pato grill com pesto de manjericão que acompanha um arroz piamontese e, como entrada, uma linguiça de jacaré”, conta Thiago. Além disso, o local atende o público vegetariano, ao oferecer um risoto de cogumelos shimeji e shitake no cardápio. 

“Nosso bistrô conta também com diversos coquetéis feitos com a nossa cachaça orgânica premiada internacionalmente, alguns desses são coquetel de café, coquetel afrodisíaco, a tradicional caipirinha que não poderia faltar, entre muitos outros”, destaca o também engenheiro agrônomo.

Com um bistrô, o local oferece pratos sofisticados regionalistas. | Foto: Divulgação / Alambique Cambéba.

No local, também pode-se fazer uma visita guiada em que são oferecidas degustações de todos os rótulos. O programa deve ser agendado com antecedência. O funcionamento para almoço é de terça a domingo e feriados nacionais. Já o jantar ocorre somente aos sábados.

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Alessandra Lobato

Estagiária do Mais Cinco | Estudante de Jornalismo na UFG

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